sábado, 27 de julho de 2013

Relativização de São Paulo

Contra os que relativizam São Paulo e suas admoestações contra os maus costumes dos devassos, condicionando-as historicamente, saibam que um homem que teve a revelação da Parusia e das últimas coisas, e com isso também dos efeitos de suas palavras através dos séculos, não podia deixar de escrever segundo o que deve ser sempre. O peso da eternidade elevou seus textos às alturas das coisas que não passam. Mesmo que quisesse, e certamente não o quereria, não poderia escrever o que só valesse para seu tempo; pois seus escritos haviam sido tocados pela eternidade no exato momento em que brilhou a luz que o cegou. Um pensamento como esse, de que há partes do Novo Testamento que já não valem porque histórica e culturalmente condicionadas, leva ao relativismo e à destruição da fé; portanto, tenham cuidado os que assim pensam, pois podem estar começando uma jornada em direção às trevas exteriores.

terça-feira, 23 de julho de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O que espanta

Atração carnal tornada relação cimentada por contrato e sacramento em razão dos filhos e da estabilidade social, ou dos dogmas religiosos, leva ao inferno mútuo. Esse inferno na visão cristã deve ser suportado considerando a santificação pelo sofrimento. Se o cristão não sofre, não é santo. Se não sofre, provavelmente Deus não gosta dele, e ele está provavelmente condenado ao inferno. Mas ao mesmo tempo dizem aos cristãos que não devem ir atrás de sofrimento e tragédias, porque só valem os que Deus envia para a vida de cada um. Se o cristão se casa sacramentalmente e seu casamento fracassa então é que não se abriu à graça, que em razão de seus muitos pecados deixou de recebê-la. Mas se o cristão é alguém que sempre cumpriu com suas obrigações para com Deus e Sua Igreja, é que Deus envia a dor para que ele cresça em santidade. De qualquer jeito, portanto, o cristão justifica seu sofrer como algo pertinente à vida e sem o qual a vida deixaria de ser um teste para chegar à Visão Beatífica. Com uma tal visão das coisas, sombria apesar das promessas, para dizer o mínimo, o que espanta não é que o Ocidente tenha apostatado, mas que não tenha apostatado antes.

sábado, 6 de julho de 2013

A geração identitária

É preciso a cada geração uma elite que sinta e entenda a tradição cultural de seu país como sua e que a queira transmitir com sua interpretação para um futuro que não tem como prever, que entenda essa transmissão como um dever e um sacrifício de si, independentemente de glória individual e ganho material. Essa é a geração identitária que pode com direito ser chamada de nacional; sua é a voz e a consciência da nação, seu é o ofertório do acúmulo e da criação dessa identidade atualizado no tempo. Com sua atividade generosa ela valida mais uma vez o direito à existência de seus pares e o prorroga até a próxima geração; ela oferece a Deus, naquela era específica, o que de melhor seu país construiu e contribuiu em todos os tempos para a maior glória do Criador. Tais são os jovens que merecem gravar a buril seu nome no áureo panteão da pátria e não, os que saem às ruas em manifestação de sua própria vaidade, doutrinados em filosofias falsas e assassinas, contra a lei natural, visando o fim definitivo de seu povo e de sua herança e sua substituição por um amontoado informe de pessoas de todas as línguas e fidelidades.