segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Garabandal

A maneira violenta e macabra como as crianças videntes se comunicavam com Nossa Senhora – jogando com força os pescoços para trás quando ela aparecia, andando de costas com os olhos postos no céu, entre outras bizarrices – combina com a imagem terna e suave da ancilla domini que a tradição dos séculos nos passou?
Por uma simples questão de identidade de estilo – sem precisar adentrar na seara do dogma – as aparições mostram ser falsas.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A árvore do bem e do mal e o Anticristo

Segundo me disse um amigo que conhece bem a língua hebraica, à árvore "do bem e do mal" seria melhor chamá-la de árvore "do bem-mal", quer dizer, da mentira. É o mesmo que fez Adão quando Deus o chamou, e escondeu o que fazia, e este é o segredo, creio eu, da queda do homem e de como reconhecer o falso cristo: será um mentiroso que aparentará dizer a verdade e um homem mal que aparentará ser um homem bom.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Afastamento necessário

Nós, católicos, precisamos começar a nos afastar lenta, cuidadosa e deliberadamente da sociedade civil. Já chegou a hora. Já está evidente, gritante mesmo, para quem quiser ver. A sociedade pós-moderna não tem lugar para gente como nós. Ela tem, isto sim, um tremendo desprezo por nossos valores. Somos chamados de preconceituosos e fanáticos a todo momento porque não confirmamos os outros em seus pecados. O silêncio que nos é imposto não basta; para eles, nós temos que nos submeter. Que ninguém se engane: estamos em guerra contra o Espírito da Época. Temos de empurrar de volta pelo menos com a mesma força com que estão nos empurrando. Não há nada anticristão nisso. E é também interessante começar a perceber que estamos vivendo e presenciando o desaparecimento de uma era. As sombras cresceram à medida que o sol se punha no Ocidente. Precisamos nos preparar para a noite longa e fria que se anuncia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O fim da hermenêutica da continuidade

Onde ficou a “hermenêutica da continuidade” com esse novo papado?

Foi colocada de lado, assim como seu criador. Ficou uma frase relegada ao passado.

O novo papa crê e age na ruptura. Não lhe interessa se o novo ensinamento vai de encontro ao que ensinaram os séculos. Para ele isso é indiferente. Se existe contradição, vale o mais novo. Essa é a atitude do revolucionário. Vale o que destrói o antigo, não interessando as conseqüências. E para Francisco o moderno é a concepção de uma Igreja em sintonia com o mundo descristianizado e repaganizado, com o mundo anticlerical e anti-sobrenatural.

A “hermenêutica da continuidade” foi para o lixo com esse novo papado e com ela todos os que apostavam na restauração da Tradição a partir da Roma modernista. E esse lixo que ainda não se percebeu como lixo começa a feder e se decompor. Ele se recusa a entender que a aproximação de Bento ao tradicionalismo era uma armadilha tática de destruição dos grupos tradicionais. Francisco não é tão sutil nem inteligente para armar esses jogos que enganam os liberais incubados dentro do tradicionalismo e com isso suas preferências afloram com mais brutalidade, como foi seu tratamento dos franciscanos da Imaculada.

Esses que acreditaram em Bento e numa conversão da Roma conciliar à Tradição da noite para o dia com seus blogues e portais ajudaram a enganar e desencaminhar milhares de pobres almas que neles confiavam para formar sua opinião sobre qual lado tomar nessa batalha e com isso acabaram lutando contra os que mais precisavam de seu apoio, os verdadeiros heróis da fé, os que serão um dia canonizados, em canonizações perfeitas, porque sofreram o martírio moral nas mãos de seus próprios superiores em nome da fé. Os enganadores calaram-se, reduziram-se a discutir hoje em dia aquelas questões do menor denominador comum entre católicos de todos os matizes conciliares ou não, que é a luta contra o aborto, o homossexualismo militante, a eutanásia etc. Eles devem no mínimo um mea culpa a seus leitores e seguidores, mas não farão isso porque são uns covardes e seu liberalismo já anestesiou sua consciência para a correta defesa da verdade. Malditos sejam.

A era dos acordos já passou. A diplomacia na religião é anátema. A guerra é aberta e em breve será total. O mundo e o demônio já entenderam isso há muito tempo. O outro campo, nós católicos, já deveríamos ter despertado para o perigo há séculos. Mas confiamos demais que nossa fé não será destruída, esquecendo as palavras de Nosso Senhor, que perguntou retoricamente: quando o Filho do Homem voltar, encontrará Fé sobre a face da terra?