sábado, 11 de janeiro de 2014

Contra o francês

Quando um francês quer convencer outro francês, ele usa de formas rebuscadas de expressão, de certos clichês sintáticos, de uns supostos embelezamentos da frase, quanto a sons e posição das palavras, infelizmente imitados à farta em terras tupiniquins como o supra-sumo da civilização e que me dão nos nervos; daí nunca haver tido o menor interesse em aprender a língua. Prefiro mil vezes o inglês com sua expressão direta, mais tosca, mas que menos distrai para a essência daquilo sobre o qual se discute. Até o alemão, idioma militar, com suas concatenações infindas e sutilezas proboscídeas, é menos afetado e artificial que o francês, que busca a complicação apenas para seduzir, mesmo para o simplesmente óbvio; enquanto a natureza mais plástica do alemão serve à maravilha quando se trata de expressar o que ainda não encontrou o suficiente em qualquer outra língua. A cultura francesa é uma cultura de pedantes que não se fartam das curvas e odeiam as linhas e sua influência universal tem sido a maior catástrofe espiritual da humanidade de todos os tempos.